Ao longo do tempo, vários escritores e artistas registaram diferentes aspectos de Macau, das suas gentes, da sua arquitectura e modo de vida. No século XVIII o erudito chinês Yin Guang Ren e o mandarim Zhang Ru Lin escreveram o Ou Mun Kei Leok, um registo das suas observações da vida e costumes da cidade.

No século XIX diversos artistas estrangeiros desenharam e pintaram a cidade, indubitavelmente atraídos pela sua singularidade.

Através dos anos, muitos dos trabalhos destes artistas foram adquiridos ou doados às colecções do que é, actualmente, o Museu de Arte de Macau.

Um dos mais recentes artistas a registar as vistas de Macau de uma forma consistente, foi George Smirnoff, nascido em Vladivostok, na Rússia, em 1903. Bastante mais tarde ele chegaria a Macau, encontrando nas suas tradições e hospitalidade o melhor lugar para exprimir o seu talento artístico.

Macau tem uma longa tradição de ser uma cidade multi-cultural, um lugar cosmopolita, um paraíso para muitos. Isto continua a ser verdade hoje.

É assim que, sob os auspícios do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais de Macau, instituição a que tenho a honra de presidir, que temos o prazer de apoiar os esforços do Museu de Arte de Macau a que se juntou o apoio da Fundação Macau na comemoração do Centenário do Nascimento de George Smirnoff apresentando uma exposição, tão extensa quanto possível, do seu trabalho.

Estou certo de que o público apreciará grandemente esta exposição, porquanto ela representa uma parte da cidade em que vivemos. 

Lau Si Io

Presidente do Conselho de Administração do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais de Macau